XX (2017) é uma antologia de quatro curtas com direções femininas em que a figura feminina é a principal em cada um deles. Me surpreendi ao deparar com tal obra, tendo que o terror e o horror acaba por ser um gênero dominado por direções masculinas. Entre os curtas aparecem vinhetas aterrorizantes em slow motion feitas pela Sofia Carrilo que são um diferencial para o filme. Nesta obra, temos The Box dirigido pela Jovanka Vuckovic, Birthday Party dirigido pela Annie Clark, Don't Fall dirigido pela Roxanne Benjamin e Her Only Living Son dirigido pela Karyn Kusama que serão comentados individualmente nesse post.
The Box (Jovanka Vuckovic) ★★★
Neste curta vemos uma mãe que precisa lidar com o filho que parou de se alimentar após pedir para um estranho senhor para olhar dentro de uma caixa que o mesmo carregava. O que parecia ser apenas um momento da criança se alastra pela família. É um curta curioso, cheio de suspense e que transita entre o terror e o horror com fluidez.
Birthday Party (Annie Clark) ★★★★
Birthday Party é para mim, o melhor curta desta antologia. Não é fácil criar um clima de suspense em uma festa infantil, porém a diretora consegue fazer isso quando a personagem principal tem que lidar com o suicídio de seu marido e ter que esconder o corpo do mesmo no dia da festa de aniversário da sua filha. Com humor e suspense, o segundo curta da obra tem um final inacreditável.
Don't Fall (Roxanne Benjamin) ★
De todos os curtas dessa obra, Don't Fall é o que mais se assemelha as outras obras encontradas hoje em dia no gênero de terror e horror. Não que isso seja bom. Don't Fall é cheio de clichês e totalmente previsível e apenas uma pessoa que não é ligada ao gênero caíria nos jumpscare.
Her Only Living Son (Karyn Kusama) ★★★★
Nesse curta, temos suspense do começo ao fim em que tudo é subjetivo e o desenrolar é constante. Me privo de dar uma pequena sinopse pois não gostaria de estragar tal experiência, mas vale dizer que é interessante como o passado obscuro da mãe influencia no filho e como ambos tem que lidar com isso.
As vinhetas da Sofia Carrilo são curiosas, aterrorizantes e um show por si só.
Em geral, é bom ver uma obra com tantos papéis femininos pois precisamos disso, desmistificar o gênero de terror e horror como dominantemente masculino. Porém é preciso mais audácia, não só na obra das meninas mas em todo filme de terror da atualidade. Vale a pena conferir (e tem na Netflix).






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